Dor que dura muito tempo não é só dor que não passou.
No começo, a dor funciona como um alarme: existe lesão ou inflamação, e o corpo avisa. Em algumas pessoas, esse alarme não desliga junto com a melhora do tecido. A dor passa a ser um problema por si só. Isso tem nome, tem explicação e não é coisa da cabeça de ninguém.
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No começo
O alarme
A dor protege. Faz a pessoa poupar a região machucada e procurar ajuda. Conforme o tecido melhora, ela baixa.
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Com o tempo
O alarme que não desliga
O sistema que transmite a dor fica sensível demais e reage a estímulos que antes não doíam. É por isso que existe exame discreto com dor grande.
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No tratamento
O que muda
Tratar só o tecido deixa de bastar. Entram modular a dor, movimento na dose certa, sono, controle do que inflama o organismo e força.
Quando dói, eu tomo um anti-inflamatório e passa.
Anti-inflamatório é ferramenta, não plano de tratamento
Bem indicado e por pouco tempo, ele ajuda a abrir espaço para o que realmente trata: movimento, força e conduta específica. O uso contínuo, por conta própria, tem efeitos conhecidos sobre estômago, rins, pressão e coração. Se ele é necessário toda semana para tocar a rotina, o que precisa ser revisto não é o remédio. É o diagnóstico.
Quando não é hora de esperar a dor passar
Nenhum desses sinais fecha diagnóstico sozinho, mas todos pedem consulta sem demora. Articulação quente, vermelha e muito inchada é caso de atendimento no mesmo dia.
- Dor que acorda à noite
- Dor em repouso que não alivia
- Formigamento, dormência ou perda de força
- Febre, mal-estar ou perda de peso junto com a dor
- Articulação quente, vermelha e muito inchada
- Dor depois de uma queda, com dificuldade de apoiar o peso
Outras páginas que podem te ajudar.
Você não precisa se acostumar a conviver com a dor.
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